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Aceccine assina a curadoria da Mostra Olhar do Ceará do 27º Cine Ceará

29/06/2017

A composição curatorial pensada para a Mostra Olhar do Ceará deste ano teve por motivação fundamental expressar uma heterogeneidade de formas e desejos na relação com o cinema. Dentro da nossa aposta, elaborar essa curadoria consiste menos em estabelecer uma espécie de crivo valorativo do que em desenhar uma paisagem atravessada pelas diferenças constituintes dos cinemas feitos no Ceará.

 

Tomando essa desafiadora missão como pulsação central, tentamos possibilitar a uma comunidade de espectadores o encontro com filmes que nos interrogam constantemente sobre caminhos possíveis junto às formas cinematográficas e sobre múltiplas maneiras de engajamento no presente. A produção de filmes em nosso Estado nos apresenta uma considerável variação nas estratégias de tomar para si esse vasto campo expressivo que conhecemos pelo nome de cinema, transitando ricamente pelo desejo de imaginação, pelas experiências performativas, pela elaboração histórica, pelas investigações de montagem, pelas escrituras relacionais do urbano, pelo lastro radical com o vivido, pelas emergências de vozes, rostos e gestos de vários sujeitos sociais.

 

A partir dessa curadoria feita a várias mãos, tentamos disparar um espaço de ver junto, em que poderemos multiplicar uma operação de pensamento com os filmes. Montamos aqui sessões que tentam fazer as obras conversarem, no esforço de criar uma reverberação mútua de forças e uma reflexividade a respeito das imagens. Esperamos que os debates sejam também dinâmicas fundamentais de fazer circular as energias convocadas por cada sessão, pondo a palavra em trabalho a respeito das experiências sensíveis que se fazem nos cruzamentos de olhares.

 

Assim, a curadoria da Mostra Olhar do Ceará toma a sério as implicações contidas no gesto de investigação dessa noção de olhar. Trata-se de uma investida dupla: fazendo as aproximações entre os diferentes olhares produzidos pelos filmes, queremos também imaginar a sala de cinema como um espaço de formação de olhares, convidados a acolher e a se colocar na companhia dos muitos mundos possíveis que o cinema pode nos enviar.

 

André Bloc, Beatriz Saldanha, Camila Vieira, Diego Benevides e Érico Araújo Lima, membros da comissão de curadoria da Mostra Olhar do Ceará 2017

 

Selecionados da Mostra Olhar do Ceará 2017:

 

A Lenda Cotidiana – Bárbara Moura e S. de Sousa. Documentário. HD. 11’38”. Cor. CE. 2016. Livre.
Ao Mar – Esaú Pereira Barbosa. Ficção. HD. 9′. Cor. CE. 2017. Livre
Atalanta – Fernanda Brasileiro e Hylnara Vidal. Experimental. HD. 11’40”. Cor. CE. 2017. Livre.
Candeias – Reginaldo Farias e Ythallo Rodrigues. Documentário. HD. 19′. Cor. CE. 2017. Livre.
Close – Rosane Gurgel. Documentário. HD. 20′. Cor. CE. 2016. Livre.
Estudos de Vertigem – Indira Brígido. Experimental. HD. 7′. Cor. CE. 2016. Livre.
Fôlego – Kamille Costa. Ficção. HD. 19′. Cor. CE. 2017. 16 anos.
Guiana Francesa – Edmilson Filho e Olavo Junior. Ficção. HD. 19′. Cor. CE. 2017. 14 anos.
Iracema – Francisco Carneiro. Ficção. HD. 16’19”. Cor. CE. 2016. Livre.
Jonas Banhado em Sangue – Mateus Bandeira. Ficção. HD. 18’30”. Cor. CE. 2016. 16 anos.
Lugar Nenhum – Wesley Guerreiro. Experimental. HD. 12’55”. Cor. CE. 2016. 14 anos.
Maria Auxiliadora – Natália Maia. Ficção. HD. 11’26”. Cor. CE. 2016. Livre.
O Céu Desaba – Mariana Gomes. Documentário. HD. 8’09”. Cor. CE. 2016. Livre.
O Dia do Silêncio – Clébson Oscar. Documentário. HD. 12′. Cor. CE. 2017. Livre.
O Vigia – Priscila Smiths e P.H.Diaz. Ficção. HD. 19’53”. Cor. CE. 2016. 16 anos.
Ossuário – Diogo Braga e Thales Luz. Experimental. HD. 10’43”. Cor. CE. 2016. Livre.
Projeto Raízes – Jamylle Cavalcante e Rafaela Batista. Documentário. HD. 21′. Cor. CE. 2016. 12 anos.
Rastros – Sabina Colares e Samarkandra Pimentel. Documentário. HD. 19’34. Cor. CE. 2016. Livre.
Sintera – Fellipe Farias. Documentário. HD. 11’38”. Cor. CE. 2017. Livre.
Sítio Veiga – Carla Moreira. Documentário. HD. 11′. Cor. CE. 2016. Livre.
Soturna – Léia Ávila. Ficção. HD. 12′. Cor. CE. 2017. Livre.
Superdance – Pedro Henrique. Ficção. HD. 20′. Cor. CE. 2016. Livre.
Voar – Cesar Teixeira. Ficção. HD. 13’13”. Cor. CE. 2017. 14 anos.

 

 

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