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Little Boy – Além do Impossível (2015), de Alejandro Monteverde

Com um estilo pueril, Little Boy – Além do Impossível, de Alejandro Monteverde, é um drama que trata de temas universais como o amor, a família e a fé. A obra tem uma trama que passeia entre o emocionante e o bonitinho, traz um elenco interessante e é uma ótima opção para toda a família.

 

Nos idos dos anos 40, na minúscula cidade de O'Hare, Califórnia, o pequeno Pepper (Jakob Salvati) de 8 anos, não tem amigos da sua idade. Apelidado de Little Boy, é alvo de constantes brincadeiras com outras crianças da cidade devido a sua baixa estatura. Seu único amigo é o pai, James (Michael Rapaport), e a vida do garotinho é marcada pelo vazio quando seu pai tem de ir a Guerra.

 

Inspirado no mágico Ben Eagle (Ben Chaplin), e incentivado pelo Padre Oliver (Tom Wilkinson), Little Boy acredita que conseguirá trazer seu pai de volta da guerra. Para tal, deve praticar o pensamento positivo e se comprometer com uma lista de boas ações. Dentre elas está a difícil tarefa de ir contra ao preconceito local e ser cortês com um japonês (Cary-Hiroyuki Tagawa) recém-chegado.

 

Também co-autor do roteiro, o diretor Alejandro Monteverde – premiado no Festival de Toronto com Bella (2006) – destila uma sensível ingenuidade em seu drama familiar. Além de controlar bem o nível de clichês água com açúcar, o mexicano ainda tem a seu favor um elenco que prima pelo ótimo conjunto.

 

Destaque maior para o “pequeno garoto” do título, Jakob Salvati (da série de TV, Red Widow). Sua interpretação é genuína no sofrimento e na alegria, capaz de nos fazer acreditar no próprio impossível referido no subtítulo nacional.

 

A sempre competente Emily Watson (Evereste, 2015) é a legítima dona de casa americana. Tom Wilkinson (Selma: Uma Luta Pela Igualdade, 2014) transmite confiança como o Padre que guia os passos de Pepper.

 

Ainda que existam limitações dramáticas, Michael Rapaport (As Bem-Armadas, 2013) é um pai carinhoso e dedicado na medida certa. Até o exagerado comediante Kevin James (Pixels, 2015), se segura no papel no médico da cidade, viúvo e pai de um valentão covarde.

 

Para completar temos o bom Ben Chaplin (Além da Linha Vermelha, 1998) em uma ponta de luxo, como o mágico que inspira o pequeno protagonista. E Cary-Hiroyuki Tagawa (47 Ronins, 2014) no papel de sempre, o japonês com cara de mal.

 

Mesmo com a crueldade do bullying de raiz que Little Boy passa nas mãos das outras crianças, a condução da obra é leve. E mais, sua trama acrescenta temas como crença, preconceito, amor ao próximo e drama familiar com uma simplicidade capaz de provocar um constante sorriso no rosto. Um drama que conquista o espectador pela doce e sensível ingenuidade do protagonista, e que acaba por reger toda a obra.

 

Publicado pelo autor no Clube Cinema.

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