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MELHORES
FILMES
DE 2025

A Associação Cearense de Críticos de Cinema (Aceccine) anuncia os filmes que mais se destacaram em 2025  na perspectiva da crítica. A votação foi feita pelos membros da entidade e considerou produções exibidas em circuitos de festivais, estreias presenciais em circuitos comerciais e serviços de streaming entre 1 de janeiro e 31 de dezembro. Ao longo de três etapas da seletiva, foram citados 62 filmes entre longas, médias e curtas-metragens nacionais e internacionais, reflexo da pluralidade e qualidade das obras lançadas no último ano.  

Melhor
Longa-metragem
 Cearense 

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Morte e Vida Madalena 

de Guto Parente

Melhor
Longa-metragem
 BRASILEIRO 

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O Agente Secreto
de Kleber Mendonça Filho

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Melhor
Longa-
metragem

INTERNACIONAL

Sorry, Baby

de Eva Victor

Melhor
curta-
metragem

 cearense  

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Fogos de Artifício
de Andreia Pires

Melhor
curta-
metragem

 brasileiro

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Canto
de Danilo Daher

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Considerando os filmes produzidos por cearenses, os prêmios de Melhor Curta e Longa-metragem cearenses ficaram com “Fogos de Artifício” de Andreia Pires, e “Morte e Vida Madalena” de Guto Parente. Ambas as obras demonstram a força do coletivo na concepção de um filme e ressaltam a força do trabalho coletivo no processo de realização no audiovisual. No curta de Andrea Pires, esse traço é reforçado a partir da dinâmica de alguns amigos em meio a virada do ano e no modo como cada personagem em cena possui uma presença eletrizante que dá materialidade, cor e movimento à obra. 

Já o filme de Guto Parente articula recursos visuais e sonoros para explorar tanto as desventuras práticas do set de filmagens, quanto os dilemas subjetivos da protagonista Madalena, uma mulher que enfrenta dois complexos processos  de transição na vida, a maternidade e o luto. Juntos, tanto o filme de Parente quanto o de Pires, reafirmam o quanto a criação artística pode ser atravessada por experiências profundamente pessoais.

 

No âmbito do Brasil, a associação elegeu a ficção "Canto" como Melhor Curta-metragem Brasileiro de 2025. Dirigido por Danilo Daher, o filme acompanha uma mãe solo que procura emprego enquanto precisa lidar com os desafios da maternidade e da vida adulta. Em narrativa sóbria e que não apela para uma abordagem melodramática genérica, Daher foca no que interessa nos limites da representação de uma história de sensibilidade e responsabilidade.

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Na categoria de Melhor Longa-metragem Brasileiro, a entidade elegeu "O Agente Secreto" como o grande vencedor. Fenômeno de público e crítica, o representante do Brasil no Oscar em 2026 é uma prova da força que o cinema brasileiro contemporâneo resguarda na atual produção ao redor do mundo.

 

Fechando a lista de premiados, Eva Victor se destaca na categoria de Melhor Longa-metragem Internacional, com "Sorry, Baby", uma história de amadurecimento desenvolvida no contexto de um trauma. Victor, em sua perspectiva madura e equilibrada, constrói uma obra belíssima em que o peso de toda a experiência traumática se torna elemento de investigação de uma narrativa que evita excessos e se coloca ao lado das suas personagens, acompanhando-as com honestidade e delicadeza.

 

“Na seletiva deste ano, fui atravessada pela força do cinema como potência criativa e política. Entre as obras premiadas, emergem temáticas diversas que abordam a desigualdade no mercado de trabalho, no qual mulheres com filhos enfrentam menores oportunidades de empregabilidade, situações de abuso e violação de direitos, o controle estatal marcado pela repressão vivida durante o regime militar no Brasil e a força das produções cearenses, especialmente na perspectiva do trabalho coletivo”, afirma Raiane Ferreira, presidente da Aceccine.

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O ano de 2025 também trouxe muitos trabalhos que foram destaques nos meios da crítica e dos festivais de cinema em todo o Brasil. Foram os casos do longa-metragem “Oeste Outra Vez”, de Érico Rassi, e dos curta-metragens “Réquiem para Moïse”, de Susanna Lira, Caio Barretto Briso; e “Vermelho de Bolinhas”, ficção especulativa dos cearenses Joedson Kelvin e Renata Fortes.

 

“A riqueza e força das produções brasileiras é tão evidente que isso se reflete diretamente na potência de trabalhos que estiveram elegíveis na disputa do prêmio, ainda que não tenham sido a escolha principal da maioria dos críticos votantes. A representação desses filmes e a força narrativa que eles carregam, cada um lidando com uma crítica social e uma visão conceitual muito precisa e específica sobre a arte do cinema são provas incontestes desse prolífico movimento”, reflete Daniel Araújo, vice-presidente da associação. 

 

Para as categorias de melhor longa-metragem brasileiro e internacional, estavam elegíveis os lançamentos comerciais de 2025, tanto em circuito presencial quanto em streaming. Na categoria de Melhor Longa-metragem Cearense, assim como nas duas categorias de curta-metragem, também foram consideradas as produções exibidas em festivais e mostras presenciais ou virtuais.

 

“Esse conjunto de filmes reafirmam, sobretudo, o cinema como espaço de resistência, reflexão e construção de novas possibilidades”, conclui Raiane Ferreira, presidente da Aceccine.

PARCEIROS

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